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  • Foto do escritorPsicólogo Flávio Torrecillas

Todas as pessoas são narcisistas?

O Narcisismo em Nós Mesmos Nota: Esta leitura pode não ser adequada para todos, pois pode causar confusão ou, alternativamente, esclarecer e enriquecer seu conhecimento. 🛑🛑🛑 A crescente necessidade de visibilidade nas redes sociais, de sermos notados, curtidos e elogiados publicamente, expomos constantemente mais de nossas vidas e relacionamentos. Estamos tão ocupados que, por vezes, negligenciamos a empatia pelo próximo e, infelizmente, às vezes somos ingratos e reclamamos incessantemente. Todos esses comportamentos representam movimentos perigosos, especialmente considerando os altos níveis de problemas de saúde mental na atualidade. A cada dia, observamos o quão próxima a sociedade como um todo se aproxima do narcisismo. Nos relacionamentos, notamos um aumento significativo do narcisismo, com relações tóxicas tornando-se algo comum. Estamos testemunhando uma perigosa normalização da toxicidade nas relações. Refletindo sobre essas perguntas:

  • Quem não conhece pelo menos cinco relacionamentos tóxicos?

  • Quem nunca experimentou um relacionamento tóxico?

  • As estatísticas de separações e divórcios atingiram níveis sem precedentes, e é preciso admitir que algo está seriamente errado nas relações, frequentemente relacionado ao narcisismo.

Nunca antes tivemos números tão altos de divórcios, especialmente no Brasil. Não estou generalizando nem afirmando que todos são narcisistas, mas a partir desta reflexão, estou constatando que, embora um grau saudável de narcisismo, conforme descrito por Freud em 1914 e chamado de narcisismo primário, seja necessário, também é essencial que façamos uma autocrítica constante. Precisamos observar e questionar nossos comportamentos e o tipo de sociedade à qual pertencemos, o "caldo cultural" no qual estamos inseridos. Tenho conversado com muitos colegas que estudam o tema do narcisismo. Mencionei a revolução que o movimento anti-narcisismo está causando na vida das pessoas e expliquei melhor no artigo abaixo. Na oportunidade, destaquei a importância de examinarmos o narcisismo em nós mesmos e os passos perigosos que damos em nosso dia a dia. Quando Freud explorava o narcisismo saudável (narcisismo primário), aquele que todos nós possuímos e que nos beneficia, que não gera sintomas, ele percebeu que existe um limite. Quando esse limite é ultrapassado, podemos considerar que o narcisismo começa a se tornar patológico e a gerar sintomas. Tudo isso demonstra o quão valiosa é a autocrítica. Obs: É importante notar que o que Freud chama de narcisismo não está relacionado ao Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) ou ao narcisismo patológico.


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